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Família e Sociedade

Introdução


 A família constituída por um homem, uma mulher e eventuais filhos, unidos por um vínculo indissolúvel, fundada sobre o matrimônio é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade, a paternidade, pois corresponde ao desígnio de Deus, é o caminho da maior realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem  mais decisivo para que a sociedade cresça na paz. No entanto, a família aparece nos ambientes da nossa vida quotidiana, nos meios de comunicação, nas universidades e nas propostas apresentadas no Congresso Nacional, como uma realidade do passado, sem chances de interessar ao mundo moderno. Apesar disso, toda a propaganda de uma mentalidade contrária à família divulgada nos meios de comunicação (cinema, televisão, imprensa), mesmo tendo à disposição meios tão poderosos, não impediu uma grande valorização da família por parte da maioria da população brasileira que continua a fazer uma experiência positiva da vida familiar. Devemos reconhecer, com certa surpresa, que este impressionante aparato de mídia e ideologias não é mais potente que a experiência elementar que muitos vivem em família, como a experiência de um bem precioso e inextirpável.
Mas é inevitável que, nesse contexto, a relação entre homem e mulher seja considerada precária, a paternidade desvalorizada e a própria maternidade posta em questão. Uma grande confusão envolve a maneira como a sociedade em que vivemos representa a família. Diante dessa realidade, o Papa João Paulo II convidava os cristãos, já nos anos ’80, a retomar o desígnio de Deus sobre a pessoa, o matrimônio e a família, para nele encontrar a certeza do caminho.
 A Igreja conhece as dificuldades que muitas famílias encontram para dar conta de suas responsabilidades, para manter a casa, para educar os filhos, para permanecer unidas e quer redobrar as atenções e os serviços para fortalecê-las e ajudá-las em suas lutas diárias. A Igreja é solidária com os sofrimentos e os dramas de muitas famílias atingidas pelo desemprego, por doenças ou pela ruptura dos vínculos familiares. 
 A Igreja convocou esta Peregrinação Nacional em Favor da Família para pedir a proteção da Virgem Aparecida sobre todas as famílias brasileiras e para meditar sobre o bem precioso que é a família. O Papa Bento XVI, neste mesmo lugar no qual nos encontramos agora, disse ao inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe: “A família, patrimônio da humanidade, constitui um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos. Ela foi e é escola da fé, palestra de valores humanos e cívicos” (DI, 5). Queremos aprofundar estas palavras para compreender porque a família é o maior recurso para a pessoa e o maior recurso para a sociedade: para a pessoa, para que cresça no amor e no serviço ao bem de outros, para a sociedade, para que ela supere a violência e a corrupção e encontre os caminhos da paz.
Durante muito tempo pensamos que a sociedade moderna era mais favorável ao bem das pessoas do que o cristianismo. Muitos tomaram distâncias da Igreja achando que ela constituía um estorvo. Esta distância tornou-se mais visível na falta de convicção para educar os filhos a trilharem o caminho da fé. Hoje fica claro que a sociedade brasileira cresceu dando as costas a Deus, mas os resultados não são tão bons quanto se esperava.


* Dom João Carlos Petrini é Doutor em Sociologia, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em
    Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica do Salvador e Bispo Auxiliar de Salvador.

• A violência assola nossas cidades, ceifando nossos adolescentes e jovens.
• Os meios de comunicação enchem nossas casas de banalidades e de vulgaridades, contribuindo para uma convivência de baixa qualidade.
• A corrupção expande-se de modo nunca visto antes em todos os ambientes da vida.
• A morte é cultuada como solução preferida diante de diversos problemas.

Nós estamos aqui hoje com a consciência de que Deus deu a nós a luz necessária para construir. Retomamos o desígnio de Deus sobre Pessoa, Matrimônio e Família.
Queremos ter claras as razões pelas quais a família cristã é um bem de extraordinária importância para quem dela faz parte e para toda a sociedade, para  seguir o Senhor como discípulos, movidos por convicção e entusiasmo, para construir junto com Ele, rocha que nenhuma tempestade abala, nosso Caminho para a verdade de nossa vida. Deus quer colocar em nossas mãos o futuro não só da família, mas da Igreja e da paz na sociedade. 
 
Família e virtudes humanas e cristãs

 O VI Encontro Mundial das Famílias, cujo tema central foi “A família formadora dos valores humanos e cristãos”, realizado na Cidade do México em Janeiro deste ano, focalizou a atenção sobre o significado das virtudes que se vivem e se aprendem na família e que revertem em grande bem para toda a sociedade.
 
“A família encontra-se no meio de uma tempestade” disse o Papa Bento XVI em sua visita a Lourdes.  Por outro lado, o Papa João Paulo II na Familiaris Consortio (1981) diz: “o futuro da humanidade passa através da família”.

 A sociedade globalizada sofre uma forte perda de virtudes sociais, quer na esfera privada, quer na pública: corrupção, agressividade, violência, entre outras coisas. São os frutos não previstos da redução de todos os aspectos da convivência, inclusive os mais sagrados, a mercadoria. São as conseqüências da redução da família a fato privado e da exasperação do individualismo. Observa-se certa degradação da esfera pública e do bem comum. Além disso, observam-se tendências a reduzir a capacidade educativa das famílias: as crianças passam cada vez menos tempo com os pais, obrigados, muitas vezes, a horários de trabalho incompatíveis com os cuidados familiares. São exaltados de tal maneira os direitos dos indivíduos, que vai sendo reduzida a solidariedade entre familiares. 
 Apesar de tantos limites, a família continua sendo o bem mais precioso, pois nela as pessoas vão adquirindo hábitos, valores, atitudes, critérios de avaliação de toda a realidade que se consolidam com o tempo e que tornam as relações familiares decisivas na formação da identidade pessoal. As pessoas dispõem, assim, de recursos para enfrentar a vida com sua trama de problemas e desafios. Estudiosos falam da família como lugar onde é produzido capital humano, bem como capital social e espiritual. O capital civil da sociedade é gerado pelas virtudes transmitidas na família de maneira única e insubstituível. 
 Na família forma-se a confiança, tão decisiva nas relações interpessoais, comunitárias e sociais. Economistas reconhecem a crise de confiança como uma das causas da atual crise econômica mundial e uma das dificuldades para superá-la.
 A família educa seus membros à cooperação, pois nela florescem práticas de serviço recíproco, para construir o bem comum, de atenção dada aos mais frágeis e vulneráveis.
 A família é o lugar no qual se vivem relacionamentos gratuitos, onde mais se pratica o intercâmbio de dons, educando dessa maneira a relações de reciprocidade.
 Ela torna-se escola de fraternidade, educa à generosidade para com o próximo, estimula a perseguir um projeto de vida junto com outras pessoas, proporciona um treinamento das virtudes necessárias para realizar os objetivos da vida (paciência, constância, justo cálculo dos recursos disponíveis).
 Quando, pelo contrário, as relações familiares adquirem as características da contingência, da precariedade, seguindo modelos onde tudo é negociado em função da busca do bem individual, tendem a consumir e não criar capital humano e social.

O ser humano (homem e mulher) se realiza no amor. O melhor do amor se vive em família
 
O ser humano (homem e mulher) existe somente em relação, nasce de uma relação, cresce e desenvolve a sua identidade na medida em que é inserido numa trama de relações, pode expressar todo o potencial de sua maturidade, a criatividade e a procriação, graças a relações especialmente significativas. O ser humano é um ser relacional, no sentido que algumas relações humanas o constituem, quer na sua origem, quer no seu desenvolvimento e na aquisição das características mais importantes de sua personalidade. Estamos no pólo oposto do individualismo, tão festejado nos últimos tempos.
As relações familiares são particularmente significativas. Elas são fundadoras da personalidade, são constitutivas do ser humano, quer física, quer psicologicamente.
Ninguém vem a este mundo por sua decisão, por sua própria iniciativa, como obra de suas próprias mãos. Não damos a nós mesmos a vida, nós a recebemos de outros, dos genitores. Desde o primeiro momento da concepção até a última etapa da velhice somos um feixe de relações, vivemos graças a esse feixe de relações. 
A relação com a mãe (ou com quem tomar o seu lugar) constitui o eu de cada um. A criança não somente recebe carne e sangue da mãe, mas é por ela cuidado. Enquanto a mãe amamenta, fala com seu bebê e este, ao sugar o leite materno, aprende a falar e assimila, juntamente com os nutrientes, elementos basilares da sua personalidade.
É verdade que um ser humano pode nascer em qualquer lugar, mas é melhor se nascer numa família que o acolhe. Alguém pode trabalhar somente para cuidar de seus gastos, mas é melhor trabalhar para alimentar o amor de uma família. Pode se amar qualquer pessoa, de qualquer jeito, mas é melhor construir a experiência do amor humano em contexto familiar. Pode procriar de qualquer maneira, até em laboratório, mas é muito melhor gerar um novo ser humano como fruto de um ato de amor conjugal. A pessoa pode viver a doença de maneira solitária, mas é mais humano vivenciá-la no seio de uma família. A pessoa pode morrer em qualquer lugar, mas é mais digna a morte quando a pessoa é cercada pelo afeto de familiares.

Matrimônio e família: uma construção da cultura ou um dado originário?

Matrimônio e família correspondem à estrutura constitutiva do ser humano. Constituem o ponto de encontro entre exigências antropológicas originárias, algumas de caráter biológico e outras de caráter psíquico, com a cultura.
A família, então, não é uma pura construção humana, inventada em algum momento da história, podendo ser reinventada agora segundo o gosto de cada um. Ela nasce da elaboração cultural, isto é, das respostas dadas às exigências originárias que atravessam todas as épocas e todas as culturas.
A diferença sexual é originária (no princípio, homem e mulher Deus os criou). Homem e mulher gozam da mesma dignidade humana. A igual dignidade, no entanto, se exprime na diferença sexual. Esta revela uma carência estrutural: o ser humano necessita do outro, não pode viver sozinho. “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2, 18). O Papa João Paulo II na Mulieris Dignitatem afirma: “Trata-se de compreender a razão e as conseqüências da decisão do Criador de fazer existir o ser humano sempre e somente como mulher e como homem”(MD, 1).
O ser humano tem necessidade do outro para estabelecer com ele relações de aliança, integração, comunhão. A aliança conjugal se diferencia de outras possíveis alianças porque envolve a totalidade da pessoa, até que “os dois formam uma só carne, para a vivência do amor e para a procriação. 
A família é o lugar onde vida privada e realidade social se encontram, convergindo na busca do bem comum. A qualidade da convivência social depende em grande parte das famílias, das virtudes humanas e sociais que elas transmitem às novas gerações e da valorização e proteção que estas recebem do Estado.  Por isso, o bem da Família é ao mesmo tempo o bem da sociedade.

Amor e amar: afeto e decisão para a existência

O amor é um acontecimento inesperado, é um sentimento de afeto entre um homem e uma mulher que nasce espontaneamente, não é planejado e também costuma desaparecer sem avisar, sem pedir licença. Por isso, o afeto não tem as condições para dar fundamento a um matrimônio, a uma vida de família.
Amar indica uma decisão que envolve a vida inteira da pessoa e nasce da avaliação de todas as circunstâncias e possíveis implicações daquela experiência de amor. Em outras palavras, a pessoa tocada por sentimentos de afeto usa sua inteligência (isto é, sua capacidade de julgar) para tomar uma decisão razoável, antes de amar, isto é, antes de estabelecer uma relação amorosa cheia de implicações. A pessoa pode chegar à conclusão que aquele acontecimento afetivo (paixão), mesmo parecendo arrebatador, não deve ser levado adiante porque não apresenta as condições necessárias para que venha a constituir razoavelmente um bem verdadeiro e duradouro.

Por que dar uma base jurídica ao amor humano? 

 Há, atualmente, uma forte tendência a rejeitar o casamento civil como desnecessário: o casal resolve autonomamente quando casar e quando descasar.
A aliança conjugal configurou-se ao longo de toda a história como um pacto de caráter jurídico. Por que casar? Não basta juntar-se quando os dois se querem bem?
Cada relação contém em si a possibilidade do seu contrário, contém a possibilidade da ambigüidade, a possibilidade do bem e do mal. Específico do ser humano é a ambivalência de todas as relações, que podem ter um significado positivo e um significado negativo. Por exemplo: alguém ao dizer: “eu te amo”, pode dizer a verdade, pode falar com hipocrisia ou pode fazer uma ironia. A relação de uma mãe com sua criança pode configurar-se como rejeição, abandono ou como acolhimento. Mas a relação não tem o mesmo valor se toma a forma positiva do acolhimento ou a forma negativa do abandono.
O direito tem como finalidade potencializar as relações positivas entre as pessoas. O direito procura dar força à relação, ao empenho que um homem toma diante de outros homens. Por exemplo, na relação de negócio, o contrato tem a finalidade de tutelar os interesses dos contratantes. É verdade que um contrato pode ser violado, mas o empenho público e jurídico fornece um adicional de força para respeitar o empenho assumido. O direito opera para dar força à dimensão positiva das relações e para limitar ao máximo as negativas.
 A família assentada não apenas no afeto, mas no matrimônio civil e religioso oferece expectativas melhores de durar no tempo e de atravessar as inevitáveis turbulências, podendo dar conta de maneira mais plena de suas responsabilidades (educativas, de amparo e proteção aos seus membros mais frágeis.
A relação amorosa tem uma dimensão subjetiva (o afeto), mas se consolida como relação objetiva pelo vínculo jurídico do matrimônio civil e pelo vínculo sagrado  do sacramento do matrimônio.

Por que casar na Igreja?

 A família cristã está fundada no sacramento do matrimônio entre um homem e uma mulher, sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo por sua esposa, a Igreja. “A família é imagem de Deus que em seu mistério não é uma solidão, mas uma família” (DP 582). Na comunhão de amor das três Pessoas divinas, nossas famílias têm sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino. Deus é amor e optando por viver em família em meio a nós, eleva a família à dignidade de Igreja doméstica. Pelo sacramento do Matrimônio, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, sua potência que vence a morte, tornam-se presentes e atuantes na vida conjugal.
Casar na Igreja significa reconhecer que aquela união conjugal corresponde ao desígnio de Deus. Chama em causa o próprio Jesus Cristo, morto e ressuscitado que se torna presente na relação conjugal. O casal necessita da potência (da misericórdia) divina que vence a morte para vencer o cansaço, o desgaste e eventuais infidelidades. A luz de Cristo invocada e acolhida é necessária para conduzir os filhos à maturidade com sabedoria e equilíbrio.
A convivência (uniões de fato) tem na sua origem a vontade explícita de não consolidar com garantias jurídicas e religiosoas aquela convivência de tipo conjugal. As pessoas envolvidas não querem dar garantias de que se empenham por toda a vida naquela relação. 
Na sociedade pluralista, onde os indivíduos conquistam espaços de liberdade cada vez mais amplos, os homossexuais pedem os direitos de cidadania e a proteção de suas uniões. A Igreja acolhe e orienta os homossexuais (ver Catecismo da Igreja Católica). O Estado procura amparar e proteger as partes mais frágeis nessa relações. Há caminhos jurídicos eficientes para responder a essas exigências, sem desvalorizar a família fundada no matrimônio.

Conclusões

Configura-se, na sociedade moderna, uma pluralidade de formas familiares que reivindicam reconhecimento e legitimidade social. Um dos maiores desafios da família contemporânea consiste exatamente em equacionar os direitos individuais de seus membros com as exigências de coesão interna e de coesão social.
A família fundada no matrimônio assume de maneira explícita e pública a responsabilidade recíproca e para com eventuais filhos. Por isso, a família constitui o maior recurso humano e social disponível, e é de interesse dos poderes públicos não desperdiçar esses recursos. Abrem-se, assim, amplos espaços para políticas sociais que focalizem a subjetividade social da família.
Cabe identificar quais formas familiares favorecem mais a solidariedade social, quais formas familiares têm como projeto, como finalidade própria, assumir a cooperação entre os sexos e entre as gerações.  
As famílias assentadas em matrimônio valorizam a estabilidade e proporcionam coesão social, oferecendo a perspectiva da duração no tempo do relacionamento e isto favorece a integração afetiva e emocional dos cônjuges e da prole. Por fim, a família estável é capaz de dar assistência, de maneira continuada e eficaz, aos seus membros mais fracos (crianças, idosos e portadores de deficiências).  Este ambiente favorece o florescimento de uma efetiva paz social. Este é o terreno no qual se joga o grau mais ou menos civilizado de uma sociedade. Tudo indica, no entanto, que essa cooperação está sendo posta em questão.
O moderno Estado ‘laico’ não deverá usar um critério religioso para avaliar as diversas formas de convivência familiar. Deve avaliar quais formas de convivência resultam mais úteis à sociedade. Estas devem ser reconhecidas, encorajadas e sustentadas com base na avaliação das conseqüências positivas que produzem para a sociedade. Por isso, as medidas do governo para regulamentar as diversas formas de viver o afeto não devem descaracterizar a família fundada no matrimônio, identificando-a com qualquer tipo de convivência com base afetiva.
A primeira medida de política social em favor da família consiste, então, na criação de uma “cultura da família”, isto é, de uma mentalidade socialmente difusa, que reconheça e promova os valores da família como positivos e desejáveis para o bem-estar das pessoas e da sociedade.

O que fazer para que a família seja fortalecida e enriqueça seus membros e a sociedade com o capital humano e social que gera?

1. É necessário desenvolver uma prática de reflexão sobre os bens que a família proporciona a seus membros, aumentando a consciência da riqueza que carrega (empowerment).
2. Expandir uma Pastoral Familiar “intensa e vigorosa”.
3. Promover uma sociedade amiga da família:
a) Política habitacional amiga da família; b) Política de emprego amiga da família; c) Meios de comunicação amigos da família; d) Sistema educacional amigo da família (inclusive livros de texto, programas, etc.); e) Empresas amigas da família.
4. Multiplicar Associações Familiares que se tornem capazes de dialogar e interagir com as diversas instâncias de poder público.
5. Atenção a não reduzir a família a lugar dos afetos, dos prazeres e dos interesses. Ela constitui um bem relacional, paradigma do dom e do perdão.
Quais partidos incorporam em seus programas uma valorização da família adequada aos nossos tempos, com políticas familiares que procuram concretizam na prática essa valorização? Quais são as forças sociais e culturais que compreendem o valor da família e trabalham para ela? Quem são os políticos sinceramente comprometidos com o bem da família?

 

 


(1) Texto escrito por ocasião da Peregrinação Nacional em favor da Família, ocorrida em Maio de 2009, em Aparecida-SP.

 * Dom João Carlos Petrini é Doutor em Sociologia, Coordenador do Programa de Pós-graduação em  
    Família na Sociedade Contemporânea da UCSal e Bispo Auxiliar de Salvador.
 



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