Bento XVI: cuidar do meio ambiente e das pessoas


Primeira oração do Angelus de 2010


 

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Oferecemos a seguir as palavras do Papa hoje, ao introduzir a oração do primeiro Angelus público do ano, com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

* * *

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje o Senhor nos presenteia um novo ano em seu Nome e sob o olhar de Maria Santíssima, de quem celebramos a Solenidade da Divina Maternidade. Estou contente por nos encontrarmos para este primeiro Angelus de 2010. Dirijo-me a vós, que estais reunidos em grande número na Praça de São Pedro, e também aos que se unem a nossa oração mediante a rádio e a televisão: a todos desejo que o ano que acaba de começar seja um tempo em que, com a ajuda do Senhor, possamos encontrar a Cristo e a vontade de Deus e assim também melhorar nossa casa comum que é o mundo.

Um objetivo compartilhado por todos, condição indispensável para a paz, é administrar com justiça e sabedoria os recursos naturais da Terra. “Se queres cultivar a paz, guarda o criado”: a este tema, de grande atualidade, dediquei minha mensagem para o XLIII Dia Mundial da Paz de hoje. Enquanto se publicava a mensagem, os chefes de Estado e de Governo estavam reunidos em Copenhague para a cúpula sobre o clima, onde emergiu uma vez mais a urgência de diretrizes acordadas no âmbito mundial. No entanto, neste momento, gostaria de destacar a importância que, na tutela do meio ambiente, têm também as escolhas de cada um, das famílias e das administrações locais. “Resulta indispensável uma mudança de mentalidade efetiva, que leva todos a adotar novos estilos de vida” (cf. Mensagem n.11). Na realidade, todos somos responsáveis pela proteção e o cuidado do criado. Por isso, também neste campo, é fundamental a educação: para aprender a respeitar a natureza; orientar-se cada vez mais “a construir a paz a partir de opções de grande impacto no âmbito pessoal, familiar, comunitário e político” (ibid.).

Se devemos cuidar das criaturas que nos cercam, que consideração deveremos ter com as pessoas, nossos irmãos e irmãs! Que respeito pela vida humana! No primeiro dia do ano, gostaria de dirigir um apelo às consciências dos que formam parte de grupos armados de qualquer tipo. A todos e a cada um digo: parem, reflitam e abandonem o caminho da violência! Em um primeiro momento, este passo poderá parecer impossível, mas, se houver valentia para cumprir, Deus ajudará, e vocês sentirão voltar aos corações a alegria da paz, que talvez há tempos esteja esquecida.

Encomendo este apelo à intercessão da Santíssima Mãe de Deus, Maria. Hoje, a liturgia nos recorda que oito dias depois do nascimento do Menino, Ela, junto a seu esposo José, o fez circuncidar, segundo a lei de Moisés, e lhe deu o nome de Jesus, como tinha sido chamado pelo anjo (cf. Lc 2, 21). Este nome, que significa “Deus salva”, é o cumprimento da revelação de Deus. Jesus é o rosto de Deus, é a bênção para cada pessoa e para todas as populações, é a paz para o mundo. Obrigado, Mãe Santa, que deu à luz o Salvador, o Príncipe da Paz!

[Traduzido por ZENIT

©Libreria Editrice Vaticana]



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